Medalhas no peito e política no coração
DOI:
https://doi.org/10.26792/rbed.v13i1.75480Palavras-chave:
Brasil, ordem ao mérito militar, política militar, relações civis-militares, medalhasResumo
A militarização da política foi destaque em função da alta ocupação de cargos civis por militares durante o governo Bolsonaro, mas há um conjunto de práticas eminentemente políticas que fazem parte do cotidiano da caserna, como o lobby parlamentar, cursos e viagens conjuntas com elites civis, e a distribuição de premiações a personalidades. O que é possível compreender sobre a ação
política das Forças Armadas a partir da forma como ela organiza e distribui homenagens criadas para civis? Para discutir o tema, procedeu-se a análise qualitativa e quantitativa das premiações distribuídas por militares a civis nos anos de 2019 e 2020, gestão Bolsonaro. Como contraponto, tomou-se o ano de 2015, sob a gestão Rousseff. Conclui-se com indicativos sobre as possíveis
implicações das Ordens como um espaço de capital simbólico compartilhado entre civis e militares em torno do poder político.
Downloads
Referências
Bobbio, Norberto. 2000. Teoria Geral da Política: a filosofia política e as lições dosClássicos. Barueri: GEN Atlas.
Bourdieu, Pierre. 1986. “The forms of capital”. In Handbook of Theory and Reserach for the Sociology of Education, editado por John Richardson: 241–58. New York:Greenwood.
Brasil. 2015. Portaria Nº 1.840-MD, de 24 de agosto. Diário Oficial da União,Publicado em: 25/08/2015 | Edição: 162 | Seção: 1 | Página: 20. Órgão: Ministério da Defesa/Gabinete do Ministro.
Brasil. 2015. Portaria nº 2.268/md, de 21 de outubro. Diário Oficial da União,Publicado em: 22/10/2015 | Edição: 202 | Seção: 1 | Página: 71. Órgão: Ministério da Defesa/Gabinete do Ministro.
Brasil. 2015. Portaria Nº 313/MD, de 5 de fevereiro. Diário Oficial da União,Publicado em: 09/02/2015 | Edição: 27 | Seção: 1 | Página: 30. Órgão: Ministério da Defesa/Gabinete do Ministro.
Brasil. 2019. Portaria nº 440, de 28 de janeiro. Diário Oficial da União, Publicado em: 29/01/2019 | Edição: 20 | Seção: 1 | Página: 12 | Órgão: Ministério da Defesa/Gabinete do Ministro.
Brasil. 2020. Portaria n° 604/GM-MD, de 6 de fevereiro de 2020. Diário Oficial da União, Publicado em: 12/02 | Edição: 30 | Seção: 1 | Página: 121 | Órgão: Ministério da Defesa/Gabinete do Ministro
Brasil. 2025. Exército Brasileiro (Setembro). www.eb.mil.br/.
Brasil. 2025. Força aérea brasileira (Setembro). www.fab.mil.br.
Brasil. 2025. Marinha do Brasil. (Setembro). www.marinha.mil.br/.
Brasil. 2025. Ministério da Defesa (Setembro). www.gov.br/defesa/pt-br.
Clausewitz, Carl Von. . São Paulo: Martins Fontes, 1979. Coelho, Edmundo Campos. 2000. Em busca de identidade. O Exército e a política na sociedade brasileira. Rio de Janeiro: Record.
Fontainha, Fernando e Luiza Bastos. 2022. “Entre Comendadores, Cruzes e Colares: a Ordem do Mérito Judiciário Trabalhista no Rio de Janeiro”. IHGB 183, no. 488: 181–96 (Jan./Abr.). Rio de Janeiro. DOI: https://doi.org/10.23927/issn.2526-1347.RIHGB.2022(488):181-196
Joffily, Mariana e Maud Chirio. 2014. “A repressão condecorada: a atribuição da Medalha do Pacificador a agentes do aparato de segurança (1964-1985)”. História Unisinos 18, no. 3: 440–51. DOI: https://doi.org/10.4013/htu.2014.183.02
Marques, Adriana Aparecida. 2007. “Amazônia: pensamento e presença militar”. Tese (Doutorado) — Universidade de São Paulo, São Paulo. www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-30112007-153256/.
Peixoto, A. C. 1990. Exército e Política no Brasil: uma crítica aos modelos de interpretação. In Os Partidos Militares no Brasil, editado por A. Rouquié. Rio de Janeiro: Record.
Penido, A. e S. Kalil 2021. “Ação política do Partido Militar no Brasil sob Bolsonaro”. Anuario Latinoamericano Ciencias Políticas y Relaciones Internacionales 11: 63-82, . Equador, DOI: https://doi.org/10.17951/al.2021.11.63-82
Penido, A., S. Kalil e J. Rodrigues. 2025. “Defesa não dá voto na democracia: reflexõessobre o Legislativo na América do Sul”. Estudios Internacionales 210: 85–112. DOI: https://doi.org/10.5354/0719-3769.2025.78097
Poliano, Luiz Marques. 1943. Ordens honoríficas do Brasil (história, organização, padrões, legislação). Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, Proner, Carol, Gisele Cittadino, Juliana Neuenschwander, Katarina Guimarães e Marília C Peixoto (Ed.). 2016. A resistência internacional ao golpe de 2016. Bauru: Canal 6.
Schmitter, Philippe C. 1965. “Reflexões sobre o conceito de política”. Rev. Dir. Públ. e Ciência Política VIII, no. 2: 31–9 (Maio/Ago.). Rio de Janeiro.
Sertã, Ana Luísa e Sabrina Almeida. 2016. “Ensaio sobre a dádiva”. In Enciclopédia de Antropologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, Departamento de Antropologia. ea.fflch.usp.br/obra/ensaio-sobre-dadiva.
Silva, Camila Borges. 2016. “A ‘pedagogia da adesão’: o papel das ordens honoríficas na promoção da ‘causa do Brasil’ (1822-1831)”. Almanack 13: 83–111. Guarulhos. DOI: https://doi.org/10.1590/2236-463320161305
Souza, Adriana Barreto de. 1999. O Exército na consolidação do Império: um estudo histórico sobre a política militar conservadora. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Ana Penido, Rodrigo Lentz, Suzeley Kalil

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License. Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2) Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3) Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).