Comando Remoto: Drones como Dispositivos de Exceção e Controle Biopolítico
DOI:
https://doi.org/10.26792/rbed.v13i1.75487Palabras clave:
drones armados, guerra ao terror, estado de exceção, biopolíticaResumen
Este artigo analisa o emprego de drones armados como parte de uma transformação mais ampla nas formas contemporâneas de exercício da soberania e da condução da guerra. A partir de uma abordagem pós-estruturalista inspirada em Michel Foucault e Giorgio Agamben, argumenta-se que o drone deve ser compreendido não apenas como um artefato técnico, mas como um dispositivo político que articula vigilância persistente, enquadramentos jurídicos flexíveis e letalidade remota. O artigo examina como enquadramentos normativos, infraestruturas técnicas e saberes especializados convergem para tornar operacionalizável a decisão soberana de matar em contextos de segurança contemporâneos. A partir de exemplos empíricos associados ao programa de drones dos Estados Unidos no pós-Guerra ao Terror, demonstra-se que essas práticas contribuem para a normalização da exceção ao incorporar decisões letais a rotinas administrativas, avaliações de risco e sistemas de vigilância. Conclui-se que os drones participam da reconfiguração das fronteiras entre guerra e política, legalidade e violência nas práticas contemporâneas de segurança.
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